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03/12/2018 às 14:59 - 0 ano(s), 4 mês(s), 15 dia(s), 17 hora(s), 46 minuto(s) e 47 segundo(s)
Porto Alegre: Pedaço da história mundial da música está prestes a desaparecer
Porto Alegre: Pedaço da história mundial da música está prestes a desaparecer

Casarão restante da estrutura da antiga empresa está em ruínas, envolto por vegetação.


Houve um tempo em que o número 220 da rua Sergipe, no bairro Glória, em Porto Alegre, esteve no coração da música no Mercosul. Quem passa pelo local hoje em dia, porém, não pode sequer suspeitar da história que está do outro lado do muro.


Em ruínas, coberto por vegetação e com pedaços de história espalhados pelo chão, o que resta da Casa Elétrica - segunda fábrica de discos do Brasil e uma das primeiras empresas de gravação e prensagem em todo o mundo - segue longe da mente e dos sentidos dos porto-alegrenses. Uma história que poderia encher a Capital de orgulho, mas que está prestes a virar escombros na Zona Sul.


Para quem observa da rua, o prédio que ainda sobrevive ficava à esquerda da estrutura original, e era destinado às gravações. À direita, erguia-se a estrutura para prensar os discos, e o anexo entre eles era usado para a fabricação dos gramofones. Tudo isso, é claro, só se percebe olhando registros históricos. Hoje, tudo que resta é um casarão de madeira e pedra, cercado por telas de arame.


Parte do telhado ameaça desabar, e a lira esculpida na fachada está quase totalmente encoberta pela vegetação. Paralelas às paredes da estrutura, algumas árvores parecem ter assumido função dupla: ao mesmo tempo que estragam os ornamentos originais, acabam servindo de escoramento para a estrutura, que não recebe qualquer tipo de restauro há várias décadas. 


A Casa Elétrica é tombada pelo município desde 1996. Após longo processo judicial, o Executivo da cidade foi condenado, em segunda instância, a elaborar projeto e efetuar o restauro completo do imóvel. Em 2015, o valor orçado para a recuperação era de R$ 1,3 milhão - um montante que a prefeitura alegava, à época, simplesmente não ter em caixa.


Segundo Eduardo Hahn, coordenador da Memória Cultural da Secretaria Municipal de Cultura, a prefeitura pode usar uma estratégia semelhante ao que se adotou na chamada Casa Azul, no Centro de Porto Alegre: obter a posse do imóvel na Justiça, passando, então, a buscar alternativas para financiar o restauro.


"Aí vem outro problema, porque a prefeitura não têm recursos. Temos um projeto, contratado pela coordenação, para recuperação e que está orçado em quase R$ 3 milhões. Não temos esse valor, tem que vir de algum lugar", diz ele, que acredita na busca de parcerias com a iniciativa privada para tentar devolver a Casa Elétrica aos porto-alegrenses.

 

 

 

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