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04/01/2019 às 13:18 - 0 ano(s), 2 mês(s), 20 dia(s), 16 hora(s), 20 minuto(s) e 54 segundo(s)
A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos disse que uma “nova era” começou
A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos disse que uma “nova era” começou

A advogada e pastora evangélica Damares Alves que assumiu o cargo de ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, disse nas redes sociais em vídeo que circulou na quarta-feira (2), que o Brasil está em “nova era” em que “menino veste azul e menina veste rosa”.

 

Ao final da fala, a ministra foi aplaudida pelo público que a cercava em uma sala. Não é possível identificar o local. No início do vídeo, pessoas que acompanhavam a ministra pediram silêncio. “Deixa a ministra falar”, afirma um dos presentes.

 

“Terrivelmente cristã”

A advogada e pastora evangélica assumiu o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos na quarta-feira (2). Em discurso na solenidade de transmissão de cargo a ministra afirmou: “O Estado é laico, mas esta ministra é terrivelmente cristã”.

 

O ministério foi criado por Bolsonaro. Caberá à pasta coordenar as políticas e as diretrizes destinadas à promoção dos direitos humanos.

 

A pasta vai atuar em temas como: direitos da mulher, da família, do idoso, da criança e do adolescente, da pessoa com deficiência, do índio e das minorias.

 

A pasta terá oito secretarias e 12 conselhos ou comitês. A Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres e a Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, que tiveram status de ministério nos governos Lula e Dilma, ficarão vinculados ao ministério comandado por Damares.

 

Damares Alves é educadora, advogada e foi assessora parlamentar no gabinete do senador Magno Malta (ES), um dos principais aliados do presidente Jair Bolsonaro. Ela nasceu no Paraná, mas mudou-se aos 6 anos para o Nordeste, onde morou em Alagoas e na Bahia.

 

Discurso

Durante o discurso de quarta-feira, a nova ministra afirmou que a base da estruturação das políticas públicas do governo Jair Bolsonaro será a família.

“Todas as políticas públicas neste País terão que ser construídas com base na família. A família vai ser considerada em todas as políticas públicas”, enfatizou.

“Eu sou uma mulher sozinha com uma filha e nada vai tirar de nós esse vínculo. Nós somos uma família. E todas as configurações familiares serão respeitadas”, disse.
Ao lembrar da filha, a ministra se emocionou. Segundo Damares Alves, a filha está fora de Brasília por conta das ameaças que ela sofreu durante a transição.

 

Outros temas

Confira outros temas abordados pela ministra:

1. Vida desde a concepção: Damares afirmou que gostaria que o ministério se chamasse “Ministério da Vida e da Alegria”. “E por falar em vida, eu falo vida desde a concepção”, destacou.

2. Violência contra a mulher: Damares Alves citou denúncias de violência contra a mulher e afirmou que, no governo de Jair Bolsonaro, nenhuma será ignorada.

3. “Doutrinação ideológica”: A nova ministra também ressaltou que um dos desafios do governo será acabar com o “abuso da doutrinação ideológica”. “Acabou a doutrinação ideológica de crianças e adolescentes no Brasil”, disse. “Neste governo, menina será princesa e menino será príncipe. Está dado o recado. Ninguém vai nos impedir de chamar nossas meninas de princesas e nossos meninos de príncipes”, acrescentou.

 

“Riscos” à família

Em uma palestra de 2014, cujo tema era “Riscos que corre a família brasileira”, Damares Alves disse que, à época, estava preocupada com um decreto editado em 2009 pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ela, o texto declarava “que a família brasileira tem que ser destruída”.

O decreto mencionado na palestra pela ministra trata do Programa Nacional de Direitos Humanos e estabelece a “desconstrução da heteronormatividade” sob o argumento de que é preciso “incluir nos sistemas de informação do serviço público todas as configurações familiares constituídas por lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais”.

“Eles querem muito mais que construir no Brasil a homonormatividade. Eles querem, pior, destruir a heteronormatividade. Isso me preocupa muito, mas eu gostaria que esta nação tivesse outro decreto. Sou cristã, pastora e a minha regra de fé é a Bíblia”, disse Damares na ocasião.

 

 

 

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