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12/04/2018 às 10:06 - 0 ano(s), 9 mês(s), 9 dia(s), 08 hora(s), 16 minuto(s) e 16 segundo(s)
Mais de 100 pessoas buscam atendimento em Santa Maria com sintomas sem diagnóstico conhecido
Mais de 100 pessoas buscam atendimento em Santa Maria com sintomas sem diagnóstico conhecido

O alto número de casos de pessoas com febre, dores musculares e dor de cabeça preocupa as autoridades de saúde em Santa Maria, Região Central do estado. Um grupo de médicos infectologistas das redes pública e privada investiga o que tem causado os sintomas. Segundo os especialistas, já são mais de 100 registros semelhantes em cerca de um mês, nenhum com um diagnóstico preciso.

 

Os técnicos do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) se reúnem nesta quarta-feira (11) com profissionais de saúde de Santa Maria para ajudar no diagnóstico. Também devem fazer análise da água da cidade, controle sanitário e de parasitas ambientais, para que seja identificada a origem do problema.

 

 

 

Por meio de nota, a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) garante que a água tratada e distribuída na cidade é potável. "Assegura-se que a sua qualidade está devidamente atestada e que ela pode ser consumida sem qualquer receio, não possuindo assim relação com a recente notícia de surto de 'síndrome febril.'"

 

Somente no Pronto Atendimento do bairro Patronato, mais de 70 pessoas procuraram atendimento com os mesmos sintomas. Em outro pronto-socorro, 60 pacientes foram atendidos, dos quais cinco precisaram ser hospitalizados.

 

Os sintomas se parecem com os sinais de uma gripe, como febre alta, dor de cabeça forte, dor no corpo e, em alguns casos, manchas na pele. Podem durar até 21 dias.

 

O veterinário Thiagner Serra Corrêa se recupera em casa após apresentar os sintomas. "Assusta, porque a gente ainda não sabe o que aconteceu", diz ele, que chegou a ser internado. A suspeita inicial, de dengue, não se confirmou.

 

Os médicos investigam se o surto febril foi provocado por um vírus ou uma bactéria. O infectologista Thiego Teixeira Cavalheiro explica que algumas características verificadas nos pacientes são incomuns.

 

"Sem infecção, sem sintomas respiratórios, alguns pacientes ficam por 7, 15 e até 21 dias, isso nos chamou muito a atenção", detalha.

 

O médico, contudo, tranquiliza os santa-marienses, explicando que a doença não se mostrou agressiva até o momento. "Os pacientes estão se recuperando bem. Alguns precisaram ser internados, mas não sabemos se foi por causa da mesma doença", diz.

 

A orientação dos especialistas para quem apresentar esses sintomas, como febre, dor de cabeça, dor no corpo e manchas, é que procure uma unidade de saúde.

 

Somente depois de um diagnóstico preciso será possível identificar como a doença é transmitida. Se é causada por um mosquito, por exemplo, se é uma infecção alimentar ou se pode ser transmitido de pessoa a pessoa. Por enquanto, a orientação é seguir algumas regras básicas de saúde.

 

"Evitar contato com alimentos suspeitos, tentar usar álcool 70% nas mãos, lavar as mãos com água e sabão, evitar ambientes fechados, sem ventilação. Uma vez estando com qualquer tipo de sintoma, buscar atendimento, não fazer uso de automedicação", destaca o médico infectologista.

 

 

 

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