RS é o estado com maior taxa de detecção de hepatite C no país, aponta Ministério da Saúde

Porto Alegre também é a capital 'campeã' no ranking.

RS é o estado com maior taxa de detecção de hepatite C no país, aponta Ministério da Saúde

Porto Alegre também é a capital 'campeã' no ranking. Secretaria Municipal de Saúde realiza testes rápidos de HIV, sífilis e hepatites B e C a alguns pontos da Capital por meio de unidade móvel. ‘Julho Amarelo’ conscientiza a população da importância da prevenção contra as hepatites O Rio Grande do Sul é o estado com a maior taxa de detecção de hepatite C no país. São 46,5 casos a cada 100 mil habitantes, conforme levantamento do Ministério da Saúde com dados de 2018. Porto Alegre também é a capital "campeã" nesse ranking. A cada 100 mil pessoas, 91 tem hepatite C no município. O número é sete vezes maior que a média nacional. A hepatite C é transmitida por sangue contaminado, sexo desprotegido e compartilhamento de objetos cortantes. Os testes são importantes porque a doença nem sempre apresenta sintomas. No "Julho Amarelo", mês destinado à conscientização sobre a importância de prevenir as hepatites virais, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) realiza testes rápidos de HIV, sífilis e hepatites B e C a alguns pontos da Capital. Nesta quarta-feira (24), a unidade móvel do projeto "Fique Sabendo" esteve no Asilo Padre Cacique, oferecendo exames a idosos e funcionários. O maior número de pessoas com a doença se concentra na faixa etária acima dos 40 anos. Para o teste, basta um pequeno furo no dedo. No próximo sábado (27), a ação será no Viaduto da Conceição, em parceria com a ONG Cozinheiros do Bem. A hepatite provocada pelo vírus C tem maior chance de se tornar crônica, por isso é considerada um dos maiores problemas de saúde pública no Brasil e no mundo. Os testes também podem ser feitos nos postos de saúde. Embora 95% dos casos tenham chance de cura, autoridades de saúde avisam que o tratamento, oferecido de graça pelo Sistema Único de Saúde (SUS), deve ter início imediato. "No Brasil, a gente tem quase 600 mil pessoas circulando por aí sem saber que são portadoras do vírus. A partir do momento em que a pessoa desenvolve a cirrose, ela tem uma boa chance de desenvolver câncer de fígado por causa dessa cirrose provocada pelo vírus", explica o médico.