Polícia descobre fraude liderada por ex-diretora de empresa na Região Metropolitana de Porto Alegre

Polícia descobre fraude liderada por ex-diretora de empresa na Região Metropolitana de Porto Alegre

Operação foi realizada nesta quinta-feira (21), em quatro cidades. Ex-diretora desviava recursos fraudando boletos pagos pela empresa. Polícia descobre esquema de desvio de dinheiro na Região Metropolitana de Porto Alegre A Polícia Civil descobriu um esquema de desvio de dinheiro que envolveu cerca de R$ 1 milhão na Região Metropolitana de Porto Alegre. Uma operação foi deflagrada nesta quinta-feira (21) para cumprir sete mandados de busca e apreensão em endereços ligados à fraude, em Canoas, Sapucaia do Sul, Sapiranga e Cidreira. Tudo seria comandado por uma mulher, que segundo a polícia lesou o grupo em que trabalhava e outros empresários. Ela é ex-diretora financeira da empresa, responsável por negociar a venda de equipamentos para empresários de diferentes setores. Um boleto era gerado para o pagamento de compras. A investigada teria adulterado códigos de barras desses boletos e, assim, o dinheiro acabava indo, conforme a Polícia, para contas dela, causando prejuízo tanto para a companhia em que ela trabalha, como para os os empresários que faziam as compras. Os dados da numeração do boleto eram mandados corretos da empresa, mas o código não era da empresa, era dela. Conforme a polícia, a mulher tinha 13 contas para essa finalidade. Até o momento ela, deve responder por lavagem de dinheiro e furto mediante fraude. "O que nós temos no atual estágio da investigação é que esses equipamentos possivelmente não chegavam na empresa de destino. Poderiam ocorrer atrasos, falso atraso, falso problema no transporte e depois de um tempo talvez esse equipamento chegasse. O que acontece é que isso forma uma espécie de bolha financeira, que uma hora vai explodir", observou o delegado Mario Souza. De acordo com os investigadores, isso aconteceu quando os valores chegaram a cerca de R$ 1 milhão. Mais de 100 boletos teriam sido fraudados entre 2012 e 2015, segundo a polícia. O inquérito vai continuar e a polícia quer saber se mais pessoas estão envolvidas. Outros quatro suspeitos são investigados. Conforme o delegado, a mulher suspeita já foi intimada e deve ser ouvida. "Este crime, o furto por fraude, vai gerar inúmeros outros crimes, muitas pessoas são envolvidas com a lavagem de dinheiro porque acabam colocando nomes e bens patrimônio em nome de terceiros, então os laranjas também envolvidos", observa a chefe da Polícia Civil do RS, Nadine Anflor. Operação que apreendeu elementos para a investigação da fraude foi batizada de Parasita Divulgação/Polícia Civil