Pesquisadores da UFRGS desenvolvem equipamento para desinfecção de EPIs para combate ao coronavírus

Pesquisadores da UFRGS desenvolvem equipamento para desinfecção de EPIs para combate ao coronavírus

Projeto é um dos nove da universidade que foram selecionados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do RS para receberem investimentos emergenciais focados nas soluções relacionadas à doença. UFRGS tem nove pesquisas selecionadas em edital emergencial Covid-19 da Fapergs Flávio Dutra/UFRGS Um grupo multidisciplinar de pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) desenvolveu modelos de equipamentos para facilitar a descontaminação dos equipamentos de proteção individual (EPIs), utilizados por profissionais da saúde no combate ao coronavírus. O projeto é um dos selecionados no edital de emergência do Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do RS (Fapergs), focado em projetos relacionados à Covid-19. Conforme a professora responsável pelo projeto, Liliana Féris, o estudo envolve o teste e produção de três protótipos para a desinfecção utilizando ozônio e raios ultravioletaem modelo de cabine, outro de câmara e outro de bastão. “A cabine de desinfecção para o profissional paramentado por EPIs, onde ele passa pela cabine e depois possa tirar os materiais com segurança. Uma câmara de desinfecção de EPIs e o bastão de raios ultravioletas que será passado no profissional paramentado, é um equipamento de desinfecção de superfícies.”, explica a professora. Segundo a pesquisadora, é necessária a desinfecção mesmo que os EPIs não sejam reutlizados, visando a segurança dos profissionais envolvidos no descarte e coleta dos materiais também. “As notícias de problemas nos processos de importação de EPIs pelo Ministério da Saúde e Governos dos Estados, em função da concentração dos fornecedores em único país; das dificuldades logísticas associadas às medidas de proteção sanitária e à agressiva concorrência por parte de outros países, têm, particularmente, potencializado a necessidade de estratégias eficientes de reaproveitamento e extensão da vida útil dos EPIs.”, diz o projeto da pesquisa. O estudo da equipe multidisciplinar já está em fase de testes nos laboratórios da UFRGS. Segundo a professora, o projeto conta com empresas parceiras, que vão atuar na fabricação dos protótipos. Todos os envolvidos na pesquisa abriram mão dos direitos de produção intelectual. A equipe é composta por 10 professores e três alunos das Escola de Engenharia, Faculdade de Medicina, Instituto de Física e Faculdade de Veterinária. Além do projeto de desinfecção, outras oito pesquisas da UFRGS sobre assuntos ligados ao coronavírus também foram selecionados pelo edital. São elas: Alexandre José Macedo – Identificação de peptídeos com potencial terapêutico para COVID-19; Ana Maria Müller de Magalhães – Ambiente de trabalho e Saúde durante a pandemia COVID-19: absenteísmo, burnout, gestão e organização do trabalho entre profissionais de enfermagem; Carlos Torres Formoso – Planejamento baseado em localização para gerenciar restrições de distanciamento social em canteiros de obras; Henrique Bunselmeyer Ferreira – Produção de insumos e desenvolvimento de novas tecnologias para diagnóstico molecular e imunológico de Covid19; João Luiz Dihl Comba – CIDIA-19 – CIência de Dados e Inteligência Artificial para combater a COVID-19; Marcelo Barbalho Pereira – Desenvolvimento de Tecnologia Portátil para Testes Rápidos do SARS-CoV2 baseada em Ácidos Nucleicos e Ressonância de Plasmon de Superfície sob Modulação Eletroquímica; Ricardo de Souza Kuchenbecker – Desenvolvimento de estratégias de qualificação da Vigilância Epidemiológica Hospitalar de casos Covid-19 no Rio Grande do Sul usando a ciência de dados: modelos computacionais e indicadores de recursos assistenciais, mortalidade, letalidade; Wolnei Caumo – Transtornos Neuropsiquiátricos da SARs-CoV-2 em Profissionais da Saúde: coorte prospectiva com avaliações digitais seriadas (acrônimo: NEUROCOVID).