Família arrecada recursos para trazer corpo de estudante encontrado morto na China ao RS

Informação sobre a morte foi confirmada pela UFRGS e pelo Itamaraty no dia 15 de julho.

Família arrecada recursos para trazer  corpo de estudante encontrado morto na China ao RS
Estudante morto na china


Informação sobre a morte foi confirmada pela UFRGS e pelo Itamaraty no dia 15 de julho. Valor será usado para o traslado e para fazer uma cerimônia de despedida. Estudante gaúcho Leonardo Cláudio da Rosa, de 23 anos, foi encontrado morto na China Divulgação Familiares do estudante Leonardo Cláudio da Rosa, encontrado morto na cidade de Chongqing, na China, tentam trazer o corpo para o Rio Grande do Sul. A morte foi informada no dia 15 de julho pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e pelo Itamaraty. As causas ainda são investigadas. O jovem tinha 23 anos e fazia um curso no país, por meio de uma bolsa. Ainda não há data marcada para o traslado. A família e os amigos de Leonardo organizam uma recepção e uma cerimônia de despedida, que será encerrada com a cremação do corpo. Para isso, eles arrecadam recursos, já que não têm condições de arcar com todas as despesas. A mãe do jovem, Rosane de Souza Teixeira, explica que Leonardo tem um seguro-viagem, contratado na China. Porém, sem a confirmação da causa da morte do estudante, não é possível saber se o valor será disponibilizado. "Se colocarem como suicídio [a causa da morte], não vai ser liberado", afirma. "Estamos amarrados com a polícia [da China]. A embaixada me liga todos os dias, dão o andamento, mas a polícia está demorando para dar os detalhes", descreve a mãe. "Independentemente disso, a gente vai tomar alguma atitude", confirma. Eles tentam arrecadar R$ 40 mil através de campanha na internet. Se sobrar algum valor do que for doado, a quantia será destinada a entidades beneficentes com as quais Leonardo tinha afinidade, como instituições que atuam pela defesa e inclusão de pessoas LGBTQI+ e na área de educação. "Quero fazer tudo com transparência", garante Rosane. As cinzas de Leonardo serão levadas para Canoas, onde a família mora. A opção pela cremação foi uma vontade do estudante, que manifestou a vontade aos familiares. "Ele dizia que o fogo é 'uma coisa que ilumina'", recorda a mãe. Amigos e familiares se uniram para arrecadas recursos e trazer corpo de estudante morto na China para o Brasil Reprodução Natural de Caxias do Sul, Leonardo estudava língua e literatura chinesas dentro de um programa gerenciado pelo Instituto Confúcio na UFRGS, com bolsa oferecida pela Communication University of China (CUC) e pela Hanban, fundação vinculada ao Ministério da Educação da China. A universidade foi informada sobre a morte do estudante a partir de um e-mail de duas meninas que também são intercambistas na China. "Essas alunas dizem que ele foi vítima de um crime e, especificamente, um crime homofóbico. E a informação que essas mesmas meninas fornecem é a hipótese que a polícia chinesa está considerando, que seja suicídio", relata o diretor do Instituto de Letras da UFRGS, Sérgio Menuzzi. A causa da morte, porém, ainda é um mistério. A família aguarda informações sobre a conclusão da investigação. Leonardo teve a morte confirmada pela universidade e pelo Itamaray no dia 15 de julho Gustavo Diehl/UFRGS